O TRABALHO DOS ESCRAVOS

Os índios que foram assimilados e escravizados pelos colonos portugueses mostraram-se mais eficientes na execução de tarefas a que já estavam adaptados no seu modo de vida, como a extração e o transporte de madeira, do que nas atividades agrícolas. Esses trabalhadores eram superexplorados e muitos morriam em decorrência dos castigos físicos aplicados pelos seus senhores. O uso de indígenas como escravos perdurou até o século XVIII.

Diante das dificuldades encontradas no processo de escravização dos indígenas, os colonos encontram como alternativa a utilização de escravos africanos, obtidos através do tráfico negreiro. Os escravos africanos poderiam ser designados pelos seus senhores para o desenvolvimento dos mais diversos tipos de atividades, destacando-se as atividades agrícolas, lavoura, sendo a extração da cana-de-açúcar a principal, a mineração e os serviços domésticos.

A atividade açucareira foi durante muito tempo o pilar sobre o qual a economia colonial se sustentou. Foi desenvolvida principalmente na Zona da Mata, no litoral nordestino, que oferecia condições naturais favoráveis ao cultivo da cana-de-açúcar, produto que obtinha grande aceitação no mercado europeu e que garantia alta lucratividade. Para o seu cultivo, adotou-se o sistema de plantation, caracterizado pelo uso de latifúndios monocultores. A extração da cana necessitava de um grande contingente de mão-de-obra e foi a partir dessa necessidade que uma grande quantidade de africanos passou a trabalhar nos engenhos – propriedades destinadas ao cultivo e produção de açúcar.

Na agricultura, muitos escravos foram utilizados também no cultivo de tabaco, algodão e café, por exemplo.

Já na mineração, atividade que começa a ganhar grande importância na economia colonial durante o século XVIII, muitos nativos foram utilizados na exploração de metais preciosos, principalmente o ouro, na região de Minas Gerais. Vale ressaltar que com o desenvolvimento da mineração foram desenvolvidas várias atividades secundárias e dependentes dela, como a pecuária, das quais os escravos também participaram.

Os escravos domésticos – como indica o próprio nome – trabalhavam nas casas de seus senhores, realizando serviços como cozinhar e costurar. Existiram ainda casos de escravos que prestavam serviços remunerados e deveriam pagar parcela de sua renda ao seu proprietário, os chamados “escravos ao ganho”, além de escravos que eram alugados pelos seus senhores para desenvolver algum ofício (pedreiro, carpinteiro, cozinheiro, ama de leite) a um terceiro, sendo assim “escravos de aluguel”. Estes dois últimos tipos de escravos desenvolviam suas tarefas geralmente nos espaços urbanos.

O escravo encontrava-se na posição de propriedade de seu senhor, não possuindo assim qualquer direito. Era o seu proprietário o responsável por garantir os elementos básicos à sua sobrevivência, como a alimentação e as suas vestimentas. O cativo estava à disposição do seu dono, que o superexplorava. Era vigiado pelos chamados capitães-do-mato, que também capturavam os escravos fugidos e lhes aplicava os mais diversos tipos de castigos, como o açoitamento, o tronco, peia, entre outras punições, o que contribuía para diminuir o tempo de vida dessa mão-de-obra. Em síntese, executava o seu trabalho nas mais desumanas das condições.

Por parte dos senhores, existia uma discriminação com relação ao trabalho, já que o considerava como “coisa de negros”. Convém ressaltar que houve casos de alforria, isto é, de escravos que foram libertados. Essas libertações ocorriam pelos mais variados motivos, desde vontade do senhor em virtude da obediência e lealdade do escravo até casos em que o cativo conseguia comprar a sua liberdade. Vale ressaltar também que a escravidão foi a base de sustentação da economia brasileira até o final do Império.

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9 Respostas

  1. o que é mais revoltante são os castigos aplicados aos “pobres” negros,como:açoitamentos,chibatadas,o tronco,peia e às vezes em casos extremos a morte.

  2. Olha professor é um pouco triste tudo os que os indios passavam e os escravos tambem pois vc o sonhor mesmo que disse uam vez na asala de aula que os escravos tinham uma vida muito sofrida, durante o temmpo da escravidão.
    É e alem do mais tinham tambem os escravos de aluguel que coisa mais terrivel;mas ta eu gostei muito ta

  3. Revoltante ainda é saber que não tinham seus direitos, faziam de tudo e mais um pouco e não ganhavam nada! Eles mesmo que tinham que se sustentar e, tecnicamente, sustentar os senhores de engenhos. E não deixando de falar, eram discriminados.

    Porém, mostra que eles eram capazes de fazer tais trabalhos, enquantos os portugueses apenas mandavam e não faziam nada.

    Apesar de tudo, houve um ponto positivio na escravidão, como diz no texto, ela foi a base para a sustentação do Brasil, houve uma enorme acumulação de riquezas e etc.

    • Oi Barbara tudo bem? Seu nome também é Barbara Gioseffi, assim como o meu? Se for ,por favor me manda um e-mail para dizer. O endereço é barbaragioseffi@hotmail.com

      Estou curiosa. Vou aguardar sua resposta.

      Ahaa! muito inteligente seu comentário.

  4. A atividade açucareira, agricultura e na mineração…
    Eram – se usado o escravos para colher, cavar, plantar e levar tudo conseguido para os portugueses.
    Além dos escravos não ganharem um “salário” (podemos dizer assim), pois o escravo era propriedade de seu senhor, não possuindo nenhum direito.
    E, se algum escravo fizesse algo errado como: fugir de sua tarefa dada ou não querer cumprir seu “dever”, o mesmo era chicoteado, açoitado, entre outras punições o que contribuía para diminuir o tempo de vida dessa mão-de-obra.
    Vamos concordar, ainda bem que isso acabou, pois é muito desumano !

  5. Professor é muito triste isso, tudo o que os escravos passaram, eles faziam tdo o que os seus senhores mandavam e se não fizessem tinham um castigo horrivel. Eu acho que se os escravos tivessem uma boa liderança etc poderiam ate reverter a situação. Mas os senhores tinham armas de fogo neh?

  6. isso e revoltante cara eles trabalhavam e trabalhavam pra nada e ainda ñ tinhas os seus direitos o que e isso .

  7. isso e muito revoltante

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